O maravilhoso mundo da Fender
Sou apaixonado por boas histórias.
Costumo comprar biografias de todos os tipos. Já li biografias de astros do rock, de celebridades, jornalistas, empresários e até de atriz pornô (Jenna Jameson).
Gosto também de saber sobre empresas e marcas. Mas a ótica que mais me interessa é a humana. Não tenho nenhuma paciência para livros técnicos e acho que as grandes marcas são feitas por pessoas.
Assim é com a Apple de Steve Jobs. Assim é com a Nike de Phil Knight. Assim é com a Starbucks de Howard Schultz. Assim é com a Harley Davidson, fundada por William Harley e Arthur Davidson. São diversos exemplos de pessoas obstinadas, sonhadoras e visionárias que deram uma contribuição que vai muito além de dividendos aos acionistas.
Definitivamente uma das marcas que eu mais amo é a Fender.
Clarence “Leo” Fender nasceu em 1909. Aos 37 anos, quando fundou a sua empresa para desenvolver guitarras e amplificadores, certamente não tinha a menor noção do que estava por vir.
O primeiro modelo fabricado pela Fender foi a Squier, seguida da Broadcaster em 1950, que pouco tempo depois teve o seu nome alterado por um pedido da Gretsch (empresa concorrente que produzia um banjo com nome parecido). O novo nome da guitarra tornou-se uma legenda na história da música contemporânea: Telecaster.
O próximo passo do visionário Leo, foi a criação do contrabaixo Fender Precision. Na época as bandas usavam baixos acústicos enormes – e que cada vez mais perdiam espaço para as ruidosas e agudas Telecasters.
Assim, no começo dos anos 50, começava uma verdadeira revolução na história da música popular americana e ao redor do globo. Aqueles instrumentos eram cada vez mais acessíveis não só aos músicos, mas também aos jovens aspirantes que passaram a sonhar com o sucesso empunhando suas guitarras.
A Stratocaster lançada em 1954, talvez seja o modelo mais famoso de guitarra ao lado da Gibson Les Paul sua principal concorrente por toda a vida. As Strats eram um aperfeiçoamento em cima do projeto das Telecasters. Para concorrer com as guitarras Gibson, Leo Fender desenvolveu uma nova guitarra, que tinha um som fantástico, capaz de ser suave ou agressivo e que, pelo sistema de disposição das tarraxas, dificilmente desafinava.
Em 1958, vieram as guitarras Jazz Masters e os famosos Jazz Bass. Na década seguinta, 9 entre 10 bandas de surf music da Califórnia (onde era a base da empresa) usavam os modelos Mustang ou Jaguar.
Em 1965 a Fender foi vendida para a CBS por ínfimos U$13milhões. Leo estava doente e achava que ia morrer (ele ainda viveu por muitos anos – até 1991). Outra marca que nasceu pelas mãos de Leo Fender, foi a Music Man nos anos 70. Para mim, esses são os melhores baixos já produzidos de todos os tempos. Leo ainda teve fôlego para montar a G&L no começo dos anos 80, mas apesar de ter produzido bons instrumentos, a marca já não tinha o mesmo carisma da Fender ou mesmo da Music Man.
Mas…voltando à história original…
Nos anos 80, a Fender consolidou-se ao redor do globo, como uma empresa do grupo CBS. Se o volume de vendas ia muito bem, a lucratividade não era nada boa, devida às cópias japonesas e à recessão americana. A CBS não resistiu e saiu do negócio vendendo a empresa em 1985 para o próprio presidente William Schultz.
Nesse momento, houve uma grande mudança na história da empresa. O foco passou a ser na qualidade e não na quantidade. Reedições históricas, instrumentos com acabamentos melhores e um reforço no marketing (patrocínios e linhas assinadas), colocaram a Fender de volta ao coração da juventude.
Se você ainda tem alguma dúvida, vou listar alguns maníacos pelas guitarras Fender: Eric Clapton, Keith Richards, Mark Knopfler (Dire Straits), Jimi Hendrix, Albert Collins, Steve Ray Vaughan, David Gilmour (Pink Floys), John Frusciante (Red Hot Chili Peppers), Ritchie Blackmore, Andy Summers (The Police), Tom Morello (Rage Against The Machine), Jeff Beck, John Mayer, Robert Cray, Buddy Guy, Yngwie Malmsteen, Frank Zappa, entre vários outros.
Entre meus objetos de desejo certamente estão uma guitarra Telecaster (para pendurar na sala).
No próximo post, vou falar sobre os meus baixos preferidos.






Toda vez que eu leio esse blog, eu tenho que me conter pra não comentar… hahaha
O fusquinha foi ótimo, uma EXCELENTE compra, por sinal!!! Mas… Fender? Só a tunada do Malmsteen!
Abraços!
Leitora.
Dezembro 9, 2007
Telecaster é tipo uma mulher muito gostosa só que feita de madeira.
Post bacana… só faltou meu nome na lista aí!
[ ]s
Ribalta
Riba
Dezembro 11, 2007
eu sempre desconfiei que ao invés de uma tigela com cereal, quando criança o Yngwie se acaba numa fender. tá explicado!
excelente retrospecto da história do sr. fender, parabéns cara!
Fabbox
Janeiro 22, 2008