Domingo de ouro
Não estou no Rio de Janeiro, então não dá para ser preciso no que vou dizer, mas estou achando esses três dias iniciais de Jogos Panamericanos, sensacionais. Estádios modernos, arenas cheias e uma vibração fantástica.
O dia de hoje começou com a vitória do Diogo Silva no Tekwondo. Dono de uma típica história de lutador, Diogo saiu das ruas de São Vicente e encontrou na disciplina das artes marciais, uma forma de ter uma chance na vida.
Acompanhei as lutas de hoje e vi ele chegar sobrando na disputa do ouro. A luta final foi um verdadeiro massacre sobre o peruano.
Sua vitória foi incontestável e emocionante. Excelente para a galera cantar aquele hino piegas horrível: eu…sou brasileeeeeeeeeeiro…com muito orgulhoooo…com muito amoooooooooor…

Mais ou menos nessa mesma hora da luta, já estava rolando o jogo final da seleção de vôlei pela Liga Mundial contra a Rússia. O time começou muito mal, mas com o talento daquele conjunto e com o técnico que temos, é praticamente impossível de sermos batidos. Isso acontece raramente, e nesse ano já aconteceu uma vez, na semana passada contra a Bulgária (em um jogo que nada deu certo).
Perdemos o primeiro set e vencemos os 3 seguintes, de forma também incontestável.
O país do futebol tem uma seleção de vôlei absolutamente fabulosa, campeã do mundo 7 vezes (5 em seqüência), bicampeã olímpica e provavelmente campeã panamericana daqui há poucas semanas.
Dá gosto ver Giba, Ricardinho, André Nascimento, Gustavo, Serginho, Rodrigão, Murilo, Dante, Anderson e outros como Nalbert, que está machucado e não pôde jogar.
Um detalhe: durante essa disputa da finalíssima emtre Brasil e Rússia, a seleção juvenil brasileira também enfiou um “côco” de 3 a zero na molecada da Rússia. Chato, hein?

Aí, 6 da tarde tinha a final da Copa America na Venezuela. Brasil e Argentina, com o ponteiro do favoritismo totalmente virado para os hermanos, que entraram com o salto alto das dançarinas de tango.
Com três minutos de jogo, o Julio Baptista fez um gol de placa, metendo uma bala no ângulo do Pato Abbondanzieri. E o jogo todo seguiu como um verdadeiro passeio. O time do Dunga jogando uma bola que não dava pra acreditar, marcando em cima os craques Messi e Riquelme – que não viram a cor da bola.
Nunca foi tão fácil ganhar da Argentina. Aliás…já estamos ficando acostumados a vencer os nossos maiores rivais (que me lembram muito as disputas entre Flamengo e Vasco). Bem que a partir de agora, poderíamos aplicar esse mesmo veneno sobre a França, jogando com essa aplicação e garra.
3 a zero, um verdadeiro chocolate para coroar um domingo de ouro – literalmente.




Porra, Domingão foi demais mesmo!
Foi melhor dia pra ficar em casa vendo essas porras todas! hahaha
Digão
Julho 17, 2007